Histórico

Até a década de 40 a cidade de Jaguaribe contava com apenas uma escola, uma escola pública.

A necessidade de criar mais uma escola crescia à medida que o tempo passava.

Foi aí que alguns jaguaribanos, sentindo o problema, passaram a se interessar pela criação de uma escola que atendesse à demanda de crianças e jovens em idade escolar, como também de muitos adultos que ainda não conheciam, sequer, o alfabeto.

Iniciaram-se os diálogos. Dr. Francisco Diógenes Nogueira, formado em Agronomia, com curso de Especialização nos Estados Unidos, chefe político da região jaguaribana, àquela época, levou o assunto à frente.

Passaram às reuniões. O ponto de encontro era a residência do Sr. Adalberto Machado Pinheiro cujas filhas com estudos concluídos em Fortaleza, estavam disponíveis para dar aulas e fazer quaisquer outros serviços de uma escola, como trabalho de secretaria, tesouraria, etc.

Na 3ª reunião, dia 02/02/48, criaram a escola a que deram o nome de Educandário Clóvis Beviláqua, em homenagem ao jurisconsulto cearense Clóvis Beviláqua de renome internacional, autor, dentre outras efemérides jurídicas, do anteprojeto do Código Civil Brasileiro.

Participaram da reunião de fundação: Dr. Francisco Diógenes Nogueira - o líder, Benício Nogueira Diógenes, Expedito Diógenes, Aluísio Diógenes, José Diógenes, Adalberto Machado Pinheiro, Francisco Pessoa, Manuel Fausto do Nascimento, Vicente Nunes, Américo Bezerra de Menezes, Juvenal Saldanha, Manuel Granja Diógenes, Francisco Heliônidas Diógenes Pinheiro,Nelson Diógenes, Abner Diógenes Pinheiro, Geraldo Diógenes Pinheiro, José Alves Pinheiro, Francisco Diógenes Paes, Francisco Nogueira Diógenes, Antônio Teixeira Lima, Elisiário Diógenes, Bianor Teixeira Lima, Francisco Diógenes Carvalho, Manuel Farias, Antônio Diógenes Queiroz, José Diógenes Queiroz, Francisco Diógenes Queiroz, Raimundo Azarias, Domingos Paes Botão, Jaime Nogueira Diógenes, José Almeida Pinheiro, Lucas Gomes da Silva, Diomedes Pinheiro, Diomedes Barbosa, Osmídio Teixeira Lima, Antônio Gomes, Manuel Rufino, Jaime Rufino de Aquino, José Guedes Sobrinho, Jairo Barreto, Iracema Nogueira Diógenes e Francisca Diógenes Pinheiro. Estes passaram a constituir a sociedade que se chamaria Sociedade Educacional de Jaguaribe.

Para o funcionamento da escola faltava tudo, menos uma coisa: boa vontade. Com boa vontade conseguiram o prédio, uma casa residencial do Sr. Domingos Paes, na rua Savino Barreira, de número não conhecido. Algumas doações foram feitas: carteiras, mesas e tamboretes. Iniciaram-se as matrículas. Quanta euforia! Quanta esperança! O 1º aluno a matricular-se foi Maria Adalberce Diógenes Pinheiro, filha do Sr. Adalberto Machado Pinheiro.

E no dia 15 de fevereiro de 1948, o grande acontecimento: a aula inaugural do Educandário Clóvis Beviláqua. Os alunos eram em número de 21, os maiores ocupavam os poucos assentos que existiam e os pequenos assistiam às aulas nos alpendres, sentados no chão.

Jovens recém-formadas na capital, quase todas da família Diógenes, eram as professores, que, sem nenhuma remuneração, dedicavam-se às crianças e jovens que se iniciavam na vida estudantil. Foram as primeiras professoras: Francisca Diógenes Pinheiro, Maria Nogueira Diógenes, Raimunda Nogueira Diógenes, Socorro Nogueira Paes, Teresinha Carvalho e Iracema Nogueira Diógenes. Esta última assumiu também a direção da escola naquele primeiro ano de existência.

Iniciadas as aulas, Diretora e Professoras passam a pensar na farda dos alunos: um tecido simples que não saísse muito oneroso para os pais de família. Calça de brim cáqui com viés azul nas laterais e camisa de tricoline também cáqui para os meninos. Para as meninas saia de brim cáqui, de pregas, com viés azul, e blusa branca. No bolso esquerdo da camisa e da blusa, um emblema losangular com as iniciais E.C.B(Educandário Clóvis Beviláqua). Na cabeça, quepe de brim cáqui com uma estrela dourada.

Como não cessava a notícia sobre a nova escola de Jaguaribe, não paravam as matrículas, e no final do ano de 1948, havia 98 alunos.

Cresciam as matrículas. Cada vez mais afluíam alunos para o “colégio novo” de Jaguaribe.

No ano de 1950 já se contava com 252 alunos.

Em 1951 foi criado o curso Ginasial, passando o Educandário a chamar-se Ginásio Clóvis Beviláqua. Nesse ano o número de matrículas chegou a 354.

No ano de 1952 assumiu a direção Prof. Eliseu Eli Barbosa.

Em 1954 o Ginásio Clóvis Beviláqua fez a sua 1ª festa de término de curso, conclusão do curso ginasial. Constituía essa turma: Angelina Bezerra, Maria Isa Bezerra, Maria Isa França Amorim, Maria Stela Sobreira de Farias e Maria Leimar Peixoto. Desse ano em diante tornou-se tradicional a festa de término de curso, no final de cada ano letivo.

Em 1956 o Ginásio Clóvis Beviláqua muda de direção. Assume o Prof. José Nascimento Soares Braga, que dirigiu até o final do ano de 1957.

No início de 1958 assume a direção o Prof. Renato Alencar Lopes.

Mesmo tendo melhorado a situação do estudante jaguaribano, ainda persistia um problema: muitos dos alunos que concluíam o curso ginasial paravam de estudar, por falta de recursos para estudar nas cidades grandes. Daí a luta para conseguir o curso Pedagógico, para formar professores.

No ano de 1959, mais uma batalha vencida: a criação do curso Normal Pedagógico. Privilégio para os alunos que haviam terminado o curso Ginasial em 58, pois não precisariam sair para estudar em outras cidades. Para ingressar no curso Normal os interessados tiveram que prestar vestibular em fevereiro de 59. Na 1ª turma do curso Normal estudaram alunos que concluíram o Ginasial em 58 e outros que estavam sem estudar há um ano ou mais. A partir desse ano o Ginásio passou a chamar-se Ginásio e Escola Normal Clóvis Beviláqua.

As dificuldades, apesar do crescimento, ainda eram alarmantes. Não havia meios de acomodar tanta gente em tão pouco espaço físico. E a mesma sociedade que lutou para fundar a escola pôs-se a trabalhar para construir sua sede própria. Um dos sócios fundadores, o Sr. Adalberto Machado Pinheiro, doou o terreno.À medida que o tempo passava iam chegando doações: telha, tijolo, barro, cimento, etc.

Em 1960, estando a nova sede quase finalizada, aconteceu o inesperado: com o arrombamento do açude Orós o rio Jaguaribe transbordou, inundando a cidade. Com isso o sonho de estudar num prédio novo e confortável foi-se de água abaixo. Só restava à Família Beviláqua a coragem para continuar lutando. E foi o que se fez: nova batalha para reerguer o prédio.

No ano de 1961 o Clóvis Beviláqua formava a sua primeira turma de professoras, algumas das quais já trabalhando lá como professoras auxiliares. Constituía essa primeira turma: Conceição Maria Machado Pinheiro, Maria Aldemir Muniz, Maria Aldenir da Silva, Maria Carmélia Diógenes, Maria Diógenes, Maria Izaura Guedes Nunes, Alzenir Pinheiro, Maria Osair Rabelo, Maria Silvanira Cavalcante, Maria Socorro Carvalho, Maria Socorro Guimarães Diógenes, Maria Valdeir Gomes Peixoto, Terezinha Diógenes Pinheiro, Zeneide Diógenes Pinheiro e Zilma Diógenes Pinheiro.

No final do ano de 1961 termina a gestão do Prof. Renato Alencar Lopes.

Em 1962 assume a direção administrativa do Beviláqua a professora Francisca Diógenes Pinheiro, que era também sócia fundadora. No ano de 1963 o Clóvis Beviláqua passa a funcionar na sua nova sede: Avenida Oito de Novembro, 443. Novo ânimo, já que o novo estabelecimento oferecia melhores condições de trabalho.

No ano de 1969 a professora Maria Adaulice Pinheiro Diógenes assume o cargo de Diretora Técnica.

A matrícula continuava crescendo. Em 1970 passou a funcionar no Clóvis Beviláqua o curso Científico. Em 1972 o colégio assinava convênio com o Estado, através do qual os alunos das séries iniciais estudariam gratuitamente, ou melhor, teriam seus estudos custeados pelo Estado. Com isso crescia cada vez mais o número de alunos.

Em 1973 foi nomeada vice-diretora do 1º grau menor Maria Nerita e Silva Gomes.

Em 1974 o Clóvis Beviláqua foi surpreendido com a doação de um escritório-modelo, feita pelo Marechal Juarez Távora. O escritório constava de 1 mesa , birôs e cadeiras.

Em 1975 mais um curso é oferecido à população jaguaribana: o curso Técnico em Contabilidade. Graças a ele, centenas de pessoas têm se profissionalizado ali. Em 1980 foram acrescentados aos seus cursos os Estudos Adicionais ao 3º Normal (4º Normal) que tanto tem beneficiado professores do nível médio, não só de Jaguaribe, como também da região.

Em 1981 o Clóvis Beviláqua trouxe para a cidade um curso há muito tempo desejado e muito condizente com a região: o curso Técnico em Agropecuária.

Em 1987 fundou a Escolinha de Esportes, que é motivo de orgulho para seus fundadores, diretores, atletas e admiradores de esporte. A finalidade da Escolinha de Esportes, única registrada na região jaguaribana, é educar esportivamente crianças e adolescentes na faixa etária de 7 a 18 anos.

No final do ano de 96 o Colégio Clóvis Beviláqua fez outra conquista no mundo das artes: a criação da banda de música, que tantos benefícios tem trazido não só à cidade de Jaguaribe, mas aos municípios vizinhos, acompanhando desfiles, recepcionando pessoas ilustres, tocando em festas religiosas, etc.

Ainda no ano de 96 aconteceu pela 1ª vez um evento que se tornou tradicional no Clóvis Beviláqua: a S.A.C (Semana de Arte e Cultura). A S.A.C é uma festa cultural. Os trabalhos apresentados na S.A.C trazem um grande público ao Clóvis Beviláqua e é um período de muita aprendizagem.

1998- Cinquentenário do Clóvis Beviláqua.

Foi lançada uma campanha entre os alunos para criar o slogan e a logomarca do Colégio. Dentre as muitas frases criadas por eles, a comissão julgadora escolheu: “Colégio Clóvis Beviláqua – Educando para o novo milênio”, de autoria da aluna Ana Paula Rego Lima.

A logomarca escolhida foi criada pelo aluno João Antônio Fernandes Pinheiro.

Os 50 anos do Colégio Clóvis Beviláqua foram marcados por várias reuniões, uma das quais dos sócios – fundadores com os alunos, para que estes ficassem conhecendo aqueles. Vários dos sócios – fundadores se fizeram representar por familiares, uma vez que haviam passado para outra vida.

O ponto alto do cinquentenário do Clóvis Beviláqua foi o desfile de todo o corpo discente e uma representação de ex-alunos, todos vestidos de gala. O desfile, às 18 horas do dia 04/10/98, acompanhado pela banda de música do Colégio ocorreu nas avenidas Oito de Novembro e Savino Barreira e foi um dos mais belos eventos do Colégio Clóvis Beviláqua. Em seguida, a solenidade de encerramento, marcada por discursos de ex-alunos, entre eles Dr. Sinobilino Pinheiro da Silva, que fez parte da primeira turma de alunos no ano de criação do Colégio.

O Colégio Clóvis Beviláqua pertence à rede de escolas particulares, mantendo, de 1998 para cá, um convênio com a Prefeitura Municipal, através do qual são atendidos alunos do 1º e 2º ciclos do Ensino Fundamental.

No início do ano 2000, o Colégio Clóvis Beviláqua contratou um professor de teatro e dramaturgia para os alunos que quisessem explorar o seu lado artístico. Muitos alunos passaram a fazer parte do grupo de teatro do Colégio Clóvis Beviláqua.

Em abril de 2000 foi reativado o grêmio estudantil do colégio, o qual passou a chamar-se Grêmio Estudantil Francisca Diógenes Pinheiro. Eleito pelos colegas em 26/04/2000, o 1º presidente do grêmio, Edilberto Barreira Pinheiro Neto, do 2º Científico, administrou de abril de 2000 a abril de 2001, passando o cargo para Ivo Erik Bezerra Brito, do 3º Científico.

Na 1ª gestão do Grêmio Francisca Diógenes Pinheiro foram criados os jogos interclasses. Criados também o jornalzinho Teia de Notícias e a rádio, veículos de informação do Colégio Clóvis Beviláqua.

Em abril de 2001 foi fundado o Conselho Escolar, órgão constituído de um presidente, vicepresidente, 1º e 2º secretários, 1º e 2º tesoureiros, articuladores e conselheiros, com representantes de diversos segmentos constitutivos da comunidade escolar: diretor, professores, coordenadores, pais de alunos e alunos.

Em agosto de 2001 assumiu a função de Coordenadora Geral do Colégio, Francêsca Diógenes Pinheiro, filha de Francisca Diógenes Pinheiro, Presidenta da Sociedade Educacional que rege os destinos do Colégio Clóvis Beviláqua. Dessa época para cá, o Clóvis Beviláqua tem crescido consideravelmente em todos os segmentos.

No início do ano de 2002, o Colégio Clóvis Beviláqua, que há 05 (cinco) anos vinha oferecendo, no turno da manhã, através de convênio com a Prefeitura Municipal de Jaguaribe, estudos gratuitos aos alunos do Ensino Fundamental I, criou turmas da 1ª a 4ª Séries, com funcionamento no horário vespertino, ampliando assim a rede particular de ensino da Escola. Mais um curso inicia no Colégio Clóvis Beviláqua, desta vez de nível superior : “Habilitação em Língua Portuguesa e Inglesa”, da Universidade Vale do Acaraú (UVA). O aludido curso, com duração de 02 (dois) anos e meio funcionou nas dependências da nossa Escola. Ainda nesse ano de 2002, o Colégio recebeu um novo “look”, através de pinturas modernas, bancos em suas galerias e a exposição externa do escudo da Escola.

Obedecendo ao calendário social, no dia 04/10/2002, data oficial do aniversário do Colégio, 54 anos, desfilou pelas principais ruas da cidade todo alunado da escola. Fato inédito: Nesse desfile apresentaram-se caracterizados de sócios fundadores do colégio 43 crianças na faixa etária de 7 a 11 anos, representando aqueles que em 1948 tiveram a feliz idéia de fundar o Colégio Clóvis Beviláqua.

Em 2003, o karate, esporte muito procurado pelo público infanto-juvenil de ambos os sexos, foi acrescentado às atividades esportivas da escolinha de esportes.

Em 2004, necessitando de mais espaço para atender à demanda da rede particular e com o acréscimo de novo cursos, como: o curso de Inglês, coordenado por professores do Núcleo de Línguas da UECE e o curso Gestão de Pequenos e Médios Negócios, da URCA, que funcionam em nossas dependências; o Clóvis Beviláqua, não mais assinou Contrato de Locação com a Prefeitura Municipal, passando a funcionar totalmente particular.

No ano de 2005 as aulas iniciaram no dia 29 de janeiro. Aos serviços já existentes na Escola foi acrescido o de Psicologia, com atendimento a alunos, pais de alunos e funcionários da Casa.

O fato mais importante para o COLÉGIO CLÓVIS BEVILÁQUA nesse ano foi a comemoração dos 80 anos de Francisca Diógenes Pinheiro, sócia-fundadora desta instituição educacional, atuante há 44 anos como Diretora Administrativa e Presidenta da Sociedade Educacional de Jaguaribe. O evento constou de solenidade nos turnos manhã e tarde, promovida pelos alunos, no dia 14 de outubro, e no sábado, 15 de outubro, às 20 horas, celebração de ato religioso, seguido de jantar solene com seresta baile, com a presença do corpo docente e todos os funcionários da Escola, assim como familiares, representação dos Pais e da sociedade jaguaribana.

No dia 04 de outubro de 2006, o Colégio Clóvis Beviláqua comemorou seu 58º. aniversário.

A comemoração aconteceu pela manhã com a participação de grande parte da comunidade escolar: alunos, professores, coordenadores, diretores, demais funcionários e uma representação de pais.

A comemoração constou de retreta da Banda de Música, hasteamento da bandeira do colégio e solenidade no auditório com a presença de autoridades da cidade.

Em julho de 2007, o Colégio Clóvis Beviláqua recebeu a visita de representantes da Universidade Luterana do Brasil (ULBRA), com a finalidade de convidar esta escola para sediar cursos de graduação e pós-graduação, a distância, oferecidos por essa Universidade. E já no 2º semestre deste ano foi formada a primeira turma para o curso de Especialização em Gestão Educacional.

O aniversário do colégio, 59 anos, aos 04 de outubro de 2007, foi marcado com muita festa e alegria: hasteamento da bandeira, pelas três gestoras, inauguração das praças que ficam na entrada da Escola, retreta da Banda de Música, e solenidade no auditório, constando de discursos e números artísticos representados pelos alunos da Casa.

No dia 16 de outubro deste mesmo ano, comemorou-se o aniversário da Diretora Presidenta, Francisca Diógenes Pinheiro, 82 anos. Constou de um dia letivo comemorativo, no qual foram prestadas muitas homenagens à sócia-fundadora que há 59 anos está à frente do Colégio Clóvis Beviláqua, educando Jaguaribe.

Em 2008, graças à qualidade e credibilidade da Escola, o número de alunos cresceu, em relação a anos anteriores e assim cresceu também a nossa responsabilidade. Deus é GRANDE e GENEROSO com esta casa de Ensino, pois quando a Escola completa 60 Anos de serviços prestados à educação jaguaribana, este mesmo ano já nos presenteia e nos marca com mudanças estratégicas e inovações pertinentes à modernidade educacional cobradas pelos tempos modernos:

Muitos são os sonhos, possíveis de realização, que povoam as cabeças dos Educadores que administram esta Escola. Todos os dias corremos atrás desses sonhos e sabemos que eles serão um dia realizados, pois somos Educadores de corpo e alma e, na pauta de nossas vidas, não podemos perder a nossa melhor essência, que é SONHAR!

No ano de 2009, continuamos a sonhar e a....ousar. Implantamos o sistema de segurança (colocação de câmeras em lugares estratégicos); criamos o site da Escola (www.ccbevilaqua.com.br); adquirimos uma lousa interativa.

O Sistema UNO de Ensino, que trouxe bons frutos nos anos de 2007 e 2008, expandiu-se por todo o Ensino Fundamental e 1° e 2° anos do Ensino Médio, optando-se pelo Sistema Ypiranga para dar cobertura ao 3° ano, o que acarretou uma carga horária diária mais ampla que a existente.

Também neste ano foram inseridos no currículo da Escola as disciplinas Espanhol, nos anos terminais do Ensino Fundamental, e Sociologia e Filosofia em todo o Ensino Médio, até então ministradas em apenas um série desse nível de ensino.

O FACC (antiga SAC) evento que acontece anualmente nesta Escola, vem se aprimorando a cada ano. Em setembro de 2009, realizou-se com muito sucesso a culminância dos trabalhos científicos, ocasião em que os alunos deram verdadeiros shows nas mais diversas áreas do conhecimento humano.

O ano de 2010 transcorria normalmente como muitos outros da história do Clóvis Beviláqua. Funcionando em parceria com o Colégio Ari de Sá nos níveis Educação Infantil, 9º ano do Ensino Fundamental e todo o Ensino Médio e, com o Sistema UNO de Ensino, o Ensino Fundamental do 1º ao 8º ano, o Clóvis Beviláqua vem melhorando, a cada ano, a qualidade do seu serviço prestado à Educação.

No entanto, como nem tudo na vida são alegrias, esta Escola foi abalada pela tristeza na segunda metade do ano de 2010: perdeu uma das mais úteis e fiéis servidoras, a Secretária Escolar e Coordenadora Administrativa da Educação Infantil, Maria Aldenir da Silva, tratada familiarmente por Didi. Vítima de violenta parada respiratória, Didi partiu no dia 31/07/2010, deixando no Colégio Clóvis Beviláqua um vazio que jamais será preenchido.

Com a morte da secretária Aldenir, o cargo de Secretária Escolar passou a ser exercido por Maria Nerita e Silva Gomes, que já era Vice-Diretora e passou a exercer concomitantemente as duas funções.

Trinta dias após a morte da Secretária, outra grande tristeza marcou não só a comunidade do Clóvis Beviláqua, mas toda a sociedade jaguaribana: o falecimento da maior autoridade desta instituição educacional, a Presidenta da Sociedade Educacional de Jaguaribe e Diretora Administrativa da Escola, Francisca Diógenes Pinheiro – Dona Francisca.

Dona Francisca, que havia sido uma das fundadoras do Colégio Clóvis Beviláqua, dedicou sua vida, desde os 22 anos de idade, a esta Escola. Exerceu quase todas as funções existentes numa escola. Foi professora da Educação Infantil, professora de Matemática e Desenho Geométrico, professora de Francês na falta do professor dessa disciplina, Secretária Escolar, Diretora Administrativa e Presidenta da Sociedade mantenedora da Escola.

Ao aposentar-se, continuou trabalhando durante os dois expedientes com a mesma coragem e disposição de uma pessoa jovem. E fez isso muito bem durante 62 anos. Adoecendo, foi levada para Fortaleza para tratar-se e após três meses de luta contra a doença, Deus a chamou, aos 84 anos, 10 meses e 15 dias de idade.

Cumpriu religiosamente a mais nobre das missões, a missão de educar, e era considerada um exemplo para os outros educadores de Jaguaribe.

Após a morte de Dona Francisca, a Diretora Técnica Maria Adaulice Pinheiro Diógenes assumiu a presidência da Sociedade, passando a vice-presidência para a professora Francêsca Diógenes Pinheiro, que passou a exercer concomitantemente as funções de vice-presidente da Sociedade e diretora geral da Escola.

A vida no Colégio Clóvis Beviláqua transcorria normalmente apesar da ausência de Dona Francisca e Didi, que parece terem levado consigo o ânimo e o entusiasmo.

Ainda não refeitos do choque que sofreram, os familiares de Dona Francisca tiveram que enfrentar outra agressividade do destino: a doença do Sr. José Pinheiro da Silva, esposo de Dona Francisca, o qual era membro da Sociedade Educacional de Jaguaribe Mantenedora do Colégio Clóvis Beviláqua. Desolado com a morte da companheira, começou a definhar tendo que submeter-se a um rigoroso tratamento de saúde. O tratamento não surtiu efeito, e a doença física, que parecia controlável, teve uma agravante, a depressão, causada, talvez, pela falta da companheira. Depois de três meses de vida hospitalar, o Sr. José Pinheiro deixou a vida terrena, aumentando o vazio de sua casa e de sua fazenda Carrapateira.

Passada a grande tristeza causada pela perda de Didi, Dona Francisca e o Sr. José Pinheiro, o Clóvis Beviláqua foi aos poucos retomando suas atividades pedagógicas e sociais: celebrou a Páscoa no mês de maio como há muitos anos vinha fazendo; a festa de São João no mês de junho; o desfile de 7 setembro ; o FAC em outubro; e demais datas comemorativas. No início de dezembro, realizou o Festival do ABC, ocasião em que todas as crianças da Educação infantil e do 1º ano do Ensino Fundamental fizeram a culminância de seus trabalhos e receberam seus diplomas de doutores do ABC. Também no mês de dezembro aconteceu a solenidade de término de curso do ensino fundamental e do ensino médio.

O início do ano de 2012 foi alvissareiro para o Colégio Clóvis Beviláqua: um elevado número de matrículas como também a boa notícia de que o Clóvis alcançou no ano de 2011 os melhores resultados no ENEM (Exame Nacional do Ensino Médio) e obteve no Vale do Jaguaribe o 1º lugar geral em redação e Linguagens e Códigos. Através do ENEM, não só no ano de 2011 como também em anos anteriores, muitos alunos do Colégio Clóvis Beviláqua ingressaram em Universidades Federais nos mais diversos cursos, como: Odontologia, Medicina, Engenharia Civil, Engenharia de Petróleo, Engenharia de Minas, Direito, Arquitetura, Publicidade e Propaganda, Serviço Social, Agronomia, Letras, dentre muitos outros.

A vida continuava normal no Colégio Clóvis Beviláqua: aulas, provas, comemorações de datas importantes, como o Dia Internacional da Mulher e, como de costume, a comemoração da Páscoa, que aconteceu numa sexta-feira, 18 de maio, organizado por Dona Nerita, Vice-Diretora da Escola, Um dia após a festa da Páscoa, Dona Nerita adoeceu misteriosamente. Levada para Fortaleza, foi dectada a doença (Trombose mesentérica) e submetida a uma cirurgia de grande porte a que resistiu milagrosamente. Continuou o tratamento por sete meses, ora melhorando, ora mais debilitada e, no dia 10 de dezembro de 2012, às 20 horas, Dona Nerita silenciou. Deus a levou para sua morada. Seu sepultamento ocorreu no dia 12/12/2012, ficando mais uma vez o Clóvis Beviláqua mergulhado na tristeza e na saudade.

Foi difícil superar a ausência de Dona Nerita no início do ano letivo de 2013. Seu entusiasmo pelas artes (dança, balé, coral, jogral) atraía as crianças e com a sua ausência os ensaios para o exercício dessas artes foram suspensos por uns tempos.

Com o passar dos dias, o Clóvis Beviláqua foi retomando a sua trajetória, como nos anos anteriores, sempre comprometido com a ética, com a cidadania, com o social e, acima de tudo, com a qualidade da educação que transmite. Aulas, provas, olimpíadas, avaliação acadêmica, ENEM, feira de Ciências, festival de arte e cultura e toda uma maratona de atividades em prol do crescimento intelectual dos seus educandos.

Em 2014, mais uma vez a tristeza abalou as raízes do Clóvis Beviláqua. Três grandes personalidades, de alto valor para esta casa, deixaram o convívio dos familiares e amigos aqui na terra. São as seguintes:

Jaguaribe (CE), 01 de outubro de 2014

Maria Socorro Guimarães Diógenes de Andrade.